Já começo informando que gostei demais de Mikonos, assim os exageros nos elogios podem ser perdoados pelos leitores. Muita gente já escreveu sobre o que nos leva a gostar mais de um lugar do que de outro e as hipóteses ou teses são muitas, mas há sempre consenso sobre o fato de que conta muito o “espírito” do viajante e o momento em que a experiência ocorre.
Depois de vários dias dentro do ônibus, fazendo o percurso pela Grécia Continental, com os horários definidos pela agência, o direito de decidir sobre o uso de nosso tempo já foi um ponto positivo ao chegar nesta ilha, predispondo-me a gostar dela.
O dia estava maravilhoso: muito sol com vento forte, o que acaba sendo agradável, porque um compensa o outro. Gente bonita ou, ao menos, bronzeada, por todo lado, informalidade e aquele ambiente maravilhoso de folga total.
Além disso, gostamos do hotel que era charmoso, bem decorado e relativamente pequeno, o que dava a sensação de se estar em casa (mas havendo outrem para providenciar tudo para a gente). Recomendo o Hotel Petinaros.



Para irmos ao centrinho de Mykonos, onde tudo acontece, chamamos um táxi que nos cobrou 15 dólares para percorrer 2 km. Hoje a cotação do dólar chegou a 6 reais. Achamos o preço alto e depois soubemos que os táxis são proibitivos na ilha; por isso todo mundo aluga um carro, uma moto ou um quadriciclo. Não foi o nosso caso, mas serviu para aprender.
Lá fomos nós começar o passeio pelos Moinhos (Kato Myli) e eu não consegui fazer uma foto fiel daquele conjunto disposto em frente ao mar. Imaginem que eles estão lá há 400 anos e foram fundamentais para a sobrevivência na ilha. Hoje servem de cenário para os turistas fazerem fotos e fotos e fotos, como nós fizemos.

Fonte: https://dicadagrecia.com.br/mykonos/o-que-fazer-em-mykonos
Na sequência, começamos a percorrer o bairro “Little Venice” ou Pequena Veneza, com seus bares, pequenos restaurantes, lojinhas de bugigangas, lado a lado a outras que vendiam joias ou roupas de grifes. Perder-se pelas vielas é o melhor do programa, registrando um cantinho aqui, uma fachada ali, uma primavera florida, um gato que dorme à sombra …
De todas as lojas, a que eu mais gostei foi a que vendia as obras de uma artista, as quais são feitas com pequenos seixos que estão ali mesmo na praia. Vejam que graça um dos quadros dela.
Aos poucos, atravessamos o bairro e chegamos ao mar. O vento estava forte, a água com aquele azul indescritível e os muros e pisos de pedra compunham um ambiente de verão muito especial, o que sempre nos convida a sermos um pouco crianças e ir levando o tempo, sem se preocupar em como ele está sendo usado. Parece pouco, mas é muito para nós, mulheres e homens, que fomos educados pelo relógio orientando o nosso cotidiano.
Jantamos com um vinho rosé geladinho e ainda não havia acabado o dia, quando decidimos voltar a pé para o hotel – afinal 2 km não são nada! Tínhamos apenas esquecido que se tratava de um enorme aclive e, assim, tivemos que, aos poucos, entre degraus e ladeiras, passarmos do nível do mar para mais de 300m. Fomos compensados pelas lindas vistas da cidade, emolduradas pelo pôr do sol. Eita vida boa!
Escrevi pouco sobre Mykonos, né? No entanto, as imagens falam por si. Se não conhece ainda, vale a pena incluir na sua listinha de desejos a serem realizados o quanto antes.
Fonte: https://pt.textstudio.com/city-logos/mykonos-11392
Carminha Beltrão
Junho de 2024























